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Presidente da CropLife defende marco regulatório e segurança jurídica

Presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, defende modernização regulatória para impulsionar o setor de biológicos e biotecnologia agrícola no país.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Presidente da CropLife defende marco regulatório e segurança jurídica
Foto: Reprodução

A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, ressaltou a urgência de um marco regulatório atualizado e maior segurança jurídica para o florescente setor de biológicos e biotecnologia na agricultura brasileira. Em entrevista concedida ao CNN Agro News na última quinta-feira (2), Repezza destacou que o mercado de bioinsumos no Brasil alcançou um valor de US$ 6,2 bilhões em 2026, impulsionado por um crescimento anual superior a 10%, uma tendência que se projeta para os próximos anos e que posiciona o país como um protagonista global na adoção dessas tecnologias para a produção tropical.

Para que o Brasil mantenha sua liderança e continue atraindo investimentos em pesquisa e desenvolvimento, a modernização do amparo legal é fundamental. "As empresas do setor investem muito em pesquisa e inovação e, para que elas possam continuar todo esse trabalho, é necessário que a gente tenha um ambiente de negócio e um marco regulatório favorável, que garanta segurança jurídica a esses processos dentro do Brasil", afirmou Repezza à CNN Brasil, enfatizando a necessidade de um ambiente estável para a inovação.

Entre as pautas legislativas prioritárias elencadas pela CropLife Brasil estão a regulamentação da lei dos bioinsumos, aprovada em 2024, a revisão do marco regulatório dos defensivos químicos e a lei de proteção de cultivares, que abrange sementes e propriedade intelectual. Segundo Ana Repezza, o avanço nessas discussões é crucial para assegurar a competitividade do setor e estimular a injeção de novos capitais em pesquisa e desenvolvimento no território nacional.

O Brasil também busca consolidar sua posição internacional no segmento de biológicos, com uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Apex Brasil. Este projeto visa posicionar o país como um líder global, especialmente em mercados com características climáticas e de solo semelhantes às brasileiras. Para produtores de estados como Rondônia, que possui uma robusta matriz agropecuária, a garantia de um ambiente regulatório claro é vital para acessar e desenvolver essas tecnologias, impulsionando a produtividade e a sustentabilidade no campo.

Repezza esclareceu que o foco não é substituir uma tecnologia por outra, mas sim oferecer ao produtor rural um leque de soluções combinadas. Pesquisas recentes da entidade indicam que mais de 79% dos agricultores brasileiros já empregam uma ou mais dessas tecnologias, um dado que, conforme a presidente da CropLife, atesta o alto nível de tecnificação da agricultura nacional, justificando a competitividade internacional alcançada pelo país.