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Campanhas eleitorais terão mais ataques e menos propostas, diz Arko Advice

Eleições brasileiras de 2026 devem ser pautadas por embates e judicialização, com pouca discussão de propostas, aponta análise da Arko Advice.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Campanhas eleitorais terão mais ataques e menos propostas, diz Arko Advice
Foto: Reprodução

O cenário político brasileiro projeta um período eleitoral intensamente polarizado, com confrontos e uma elevada judicialização dominando o palco das campanhas de 2026. A avaliação, apresentada por Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, em entrevista à âncora de um programa da CNN Brasil, indica que a discussão de propostas concretas tende a ser marginalizada em meio a uma disputa acirrada que já se desenha.

Conforme Noronha, a tendência de judicialização é evidente desde o início do ano, com partidos como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) já protagonizando um volume significativo de contestações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa dinâmica, segundo o especialista, deve se intensificar à medida que a corrida eleitoral avança. Além dos candidatos à presidência, a análise aponta que aliados de ambos os lados também devem escalar a retórica de ataques, utilizando tanto as redes sociais quanto outros espaços para a confrontação direta.

A qualidade do debate público também é motivo de preocupação. O vice-presidente da Arko Advice alerta para a recorrência da disseminação de notícias falsas e a provável queda no nível das discussões. Diante desse panorama, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já mobiliza esforços, agendando reuniões com representantes de institutos de pesquisa e de grandes empresas de tecnologia. O objetivo é estabelecer parâmetros para as pesquisas eleitorais e monitorar o comportamento das redes sociais, buscando conter parte dessa ofensiva desinformativa.

Os reflexos dessa intensa disputa podem se estender para além do dia da votação. Noronha adverte que ações judiciais visando anular candidaturas, fundamentadas em atos praticados durante a campanha, tornaram-se uma prática recorrente no cenário político nacional. Essa realidade, que afeta desde as campanhas presidenciais até as disputas estaduais e municipais, como as que se vivenciam em Rondônia, reforça a complexidade e a imprevisibilidade do processo eleitoral que se aproxima.