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Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto

Interrogatório de tenente-coronel, réu pela morte da PM Gisele Alves Santana, é adiado para 28 de agosto em São Paulo.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto
Foto: Reprodução

A Justiça paulista reagendou para o dia 28 de agosto, às 10 horas, o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pela morte da policial militar Gisele Alves Santana. A decisão de adiar o depoimento, inicialmente previsto para esta sexta-feira (3), foi tomada após a defesa solicitar a complementação de um laudo pericial, conforme apurou a CNN Brasil.

A remarcação ocorre na sequência da conclusão da fase de oitivas de testemunhas do processo. Ao longo de quatro dias de audiências, iniciadas na última segunda-feira (29), um total de 30 pessoas foram ouvidas na 5ª Vara do Júri da Capital, incluindo familiares e a filha da vítima, fornecendo subsídios para o andamento do caso.

Gisele Alves Santana, uma soldado da Polícia Militar de 32 anos, foi encontrada sem vida em seu apartamento no bairro do Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio, mas as investigações subsequentes a qualificaram como feminicídio e fraude processual, levando à denúncia do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

O Ministério Público sustenta que o oficial teria tentado mascarar o crime, manipulando a cena e posicionando a arma na mão da vítima para simular um ato de suicídio. Laudos periciais, por sua vez, apontaram elementos que contradizem a versão da defesa, como vestígios de sangue nas vestes do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o ocorrido, visando eliminar evidências.

Para a promotoria, o homicídio foi motivado por razões torpes, ligadas a um sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o término do relacionamento. A denúncia ainda detalha que Gisele foi surpreendida, impossibilitada de se defender, um agravante que qualifica ainda mais o delito. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto permanece sob prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, aguardando os próximos passos do processo.