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Christine Lagarde não descarta saída antecipada do Banco Central Europeu

Christine Lagarde, presidente do BCE, admite a possibilidade de deixar o cargo antes de 2027 para ingressar na política francesa.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, revelou que uma saída antecipada de sua posição atual, cujo mandato se estende até o final de 2027, é uma possibilidade real caso decida se envolver na política francesa. Apesar da abertura para um novo caminho, a economista fez questão de reiterar que uma candidatura às próximas eleições presidenciais da França não figura em seus planos “no momento”.

A declaração, concedida ao jornal francês Les Échos, surgiu em resposta a um questionamento sobre a chance de deixar o comando do BCE para participar do cenário político de seu país natal. “É possível. Acredito que uma voz europeia precisa ser ouvida no debate presidencial francês”, afirmou Lagarde, conforme reportagem da CNN Brasil. A fala representa uma modulação em relação a posicionamentos anteriores, quando a dirigente havia minimizado rumores de renúncia.

Anteriormente, Lagarde comparou sua função à de um capitão que não abandona o navio em águas turbulentas. Naquela ocasião, ela se referia ao cenário de inflação crescente, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo em decorrência da guerra no Irã, e expressava sua intenção de cumprir integralmente o mandato, que se encerra em outubro de 2027.

Apesar de não repetir a promessa de permanecer até o fim, a presidente do BCE pareceu afastar a ideia de uma disputa direta nas eleições francesas de 2027. Ao ser questionada sobre um possível apoio a um candidato ou sua própria postulação, ela brincou inicialmente com a resposta “Vou refletir sobre isso”, para depois complementar: “Estou brincando. Não acho que isso esteja na agenda no momento”.

Lagarde destacou que seu principal objetivo, caso se envolva na política nacional, seria infundir uma perspectiva europeia no debate. Ela enfatizou a importância de a França desempenhar um papel crucial no futuro econômico do continente, alertando que, sem o ambiente e a ancoragem europeia, as perspectivas econômicas francesas seriam, no mínimo, incertas.