A preparação da Noruega para o embate das oitavas de final da Copa do Mundo contra o Brasil, marcado para este domingo (5), está intensamente concentrada na recuperação física de seu elenco. A comissão técnica enfrenta um desafio significativo na gestão do desgaste dos jogadores, preocupação que se acentuou nos últimos dias.
O alerta máximo foi disparado após a vitória apertada de 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na última terça-feira (30). O atacante Erling Haaland, autor do gol decisivo nos minutos finais, admitiu ter terminado a partida completamente exausto, declarando que não teria condições de disputar uma prorrogação. Essa situação ocorre mesmo após Haaland e o capitão Martin Ødegaard terem sido poupados na derrota por 4 a 1 para a França na fase de grupos, uma medida para mitigar o cansaço acumulado de uma longa temporada europeia. O técnico Ståle Solbakken revelou que Haaland já demonstrava sinais de fadiga no início do segundo tempo contra os marfinenses.
Conforme apuração da CNN Brasil, o especialista em medicina esportiva Dom Rae, que atua no Al Nasr dos Emirados Árabes Unidos, explica que uma recuperação completa é praticamente inviável durante a competição, dada a fadiga crônica dos atletas. Contudo, Rae ressalta que o intervalo entre as partidas é suficiente para uma melhora substancial da condição física, com o pico de fadiga ocorrendo entre 48 e 72 horas após o jogo, normalizando-se por volta do quinto dia.
Brasil e Noruega chegam ao duelo com períodos de descanso ligeiramente diferentes: a Seleção Brasileira terá seis dias, enquanto os noruegueses contarão com cinco. Curiosamente, Rae sugere que esse período intermediário pode favorecer a Noruega, pois evita tanto a escassez de tempo para recuperação quanto um excesso que dificultaria o equilíbrio entre treino e descanso. O especialista também validou a estratégia norueguesa de liberar os atletas para passear por Nova York após o confronto contra o Iraque, apontando que o bem-estar psicológico é tão crucial quanto o repouso físico na recuperação.
Diante do cenário, a capacidade da Noruega de otimizar a recuperação de seus atletas, especialmente suas principais estrelas, será um fator-chave para o desempenho no confronto decisivo contra o Brasil, onde a resistência física pode determinar a continuidade na Copa do Mundo.



