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Por que Lula mostrou o dedo do meio durante evento no Planalto

Presidente Lula usou gesto obsceno no Planalto ao criticar a ideia de que a população de baixa renda não merece serviços de qualidade, gerando repercussão no úl

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Por que Lula mostrou o dedo do meio durante evento no Planalto
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou uma cena incomum no Palácio do Planalto na última sexta-feira, 4 de julho de 2026, ao proferir um gesto obsceno durante um discurso. A atitude ocorreu enquanto o chefe do Executivo criticava veementemente a noção de que pessoas de baixa renda não apreciam ou não merecem "coisa boa", em um evento que antecedeu o início das restrições eleitorais.

A manifestação, que consistiu em mostrar o dedo do meio ao público presente, foi acompanhada de uma declaração enfática do presidente. Lula refutou a narrativa de que "pobre não gosta de coisa boa", argumentando que todos os cidadãos aspiram e merecem o melhor em todas as áreas da vida. "Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem", declarou o mandatário, conforme reportagem da CNN Brasil.

O presidente também estendeu suas críticas ao que descreveu como um discurso elitista sobre o acesso à saúde. Lula questionou a justificativa de que o acesso a bons planos de saúde e médicos de qualidade depende exclusivamente do pagamento individual. Ele argumentou que, ao descontar os valores dos planos de saúde do Imposto de Renda, os mais abastados, na verdade, transferem parte desse custo para a coletividade. "Se ele desconta do Imposto de Renda, quem paga somos nós", pontuou o petista.

O episódio ocorreu em uma cerimônia que marcou as últimas entregas do governo federal antes da vigência das proibições impostas pela legislação eleitoral. Na ocasião, foram anunciadas diversas ações e programas nas áreas de moradia, educação e saúde. A partir do sábado, 5 de julho, entraram em vigor as restrições eleitorais, que visam impedir o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas, limitando, por exemplo, a publicidade institucional e a participação de agentes públicos em inaugurações.

Essas medidas antecedem o período de formalização das candidaturas. O Partido dos Trabalhadores (PT), por sua vez, já definiu a data para oficializar a candidatura de Lula à reeleição: 2 de agosto, em São Paulo, sinalizando o próximo passo na corrida presidencial.