A seleção de Marrocos está à beira de um feito histórico para o futebol africano. Neste sábado, ao enfrentar o Canadá pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a equipe tem a chance de se tornar a primeira do continente a alcançar duas quartas de final consecutivas em Mundiais, solidificando sua posição como uma potência emergente após a memorável campanha de 2022.
A performance dos Leões do Atlas na Copa do Catar, há dois anos, surpreendeu o mundo, com vitórias marcantes sobre gigantes europeus como Espanha e Portugal nas fases eliminatórias, antes de serem parados pela França na semifinal. Este desempenho já havia estabelecido um novo patamar para o futebol africano, superando marcas de seleções como Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010), que não conseguiram repetir o feito em edições subsequentes.
A ascensão marroquina não é por acaso, mas fruto de um planejamento que começou em 2010, após três ausências consecutivas em Copas do Mundo. Desde então, o país implementou um robusto programa de desenvolvimento, investindo na formação de atletas. Tal estratégia resultou na revelação de talentos como o lateral Hakimi, peça-chave da atual geração, Brahím Díaz e o jovem Ayyoub Bouaddi, este último que chegou a atuar pela França nas categorias de base até o sub-21, antes de integrar a equipe marroquina. A consolidação veio com o título da Copa Africana de Nações, atestando o crescimento da equipe.
Na presente edição do torneio, o Marrocos demonstrou sua resiliência ao empatar com o Brasil na fase de grupos e, mais recentemente, eliminar a forte seleção da Holanda em uma disputa de pênaltis nas 16-avos de final. O confronto decisivo contra o Canadá está agendado para este sábado (4), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. Conforme informações da CNN Brasil, a expectativa é que os marroquinos continuem a desafiar os favoritos em busca de um título inédito, com a possibilidade de cravar mais uma vez seu nome na história do esporte.



