O Botafogo Futebol e Regatas comunicou nesta quarta-feira (1º de julho de 2026) a deliberação de sua Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ocorrida em 29 de junho, que resultou na remoção imediata de John Charles Textor, Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum de seus cargos no Conselho de Administração da SAF alvinegra.
A medida, conforme nota oficial do clube, visa a "afastar definitivamente quaisquer dúvidas existentes sobre os membros que compõem a gestão da companhia". A decisão foi tomada com o apoio de 100% do capital votante dos acionistas e se deu em face de uma decisão monocrática proferida pelo Desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro, referente à Apelação nº 3012737-71.2026.8.19.0000/RJ, adicionando uma camada de complexidade jurídica ao cenário.

O contexto da destituição se insere em um período de turbulência. Desde 28 de abril de 2026, a SAF do Botafogo opera sob a supervisão de um interventor judicial – atualmente Eduardo Iglesias, que sucedeu Durcésio Mello – por determinação do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, no âmbito da Recuperação Judicial nº 3071097-93.2026.8.19.0001. Paralelamente, Conforme o CNN Brasil, Textor moveu uma ação na Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, buscando a manutenção de seu reconhecimento como proprietário de 90% das ações da SAF, envolvendo a empresa Eagle, da qual foi afastado, além de João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro.
Para recompor o Conselho de Administração, foram eleitos os novos membros Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim. O Conselho Fiscal da SAF também recebeu novos nomes: Fernando José Ferreira Gomes Damasceno e Pedro Marcelo Luzardo Aguiar. A diretoria do Botafogo parabenizou os novos integrantes, reforçando seu compromisso com a transparência e a promessa de um "novo momento institucional" para a organização.






