A Anthropic, empresa americana de tecnologia, apresentou na última terça-feira, 30 de junho, o Claude Science, uma nova ferramenta de inteligência artificial desenvolvida especificamente para apoiar pesquisadores e profissionais em diversas etapas do trabalho científico. A iniciativa, que vem sendo aprimorada desde 2025, visa centralizar recursos e otimizar a análise de dados e a produção de estudos.
A plataforma reúne, em um ambiente único, ferramentas amplamente utilizadas no meio acadêmico, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso à informação e a manipulação de grandes volumes de dados. Disponível para computadores com macOS ou Linux e também acessível remotamente, o Claude Science oferece mais de 60 recursos e integrações, com foco em áreas cruciais como biologia, genética e química, conforme reportado pelo G1 Tecnologia.
Um dos diferenciais da novidade é a capacidade de revisão e acompanhamento detalhado do histórico de trabalho da IA. Os usuários podem verificar como a inteligência artificial chegou às suas conclusões, criar diferentes versões de um mesmo projeto (chamadas de "forks") para comparar abordagens distintas e manter o histórico original. Apesar das funcionalidades avançadas, a Anthropic enfatiza a importância da revisão humana dos resultados, reconhecendo que a IA pode apresentar imprecisões.
A versão beta do Claude Science foi liberada para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. Para quem busca acesso, a Anthropic oferece desde um plano gratuito com funções limitadas, até opções como o plano Pro, a US$ 17 mensais (equivalente a cerca de R$ 87,70), e soluções mais robustas para equipes e grandes organizações, com valores que podem chegar a US$ 100 por usuário ao mês, dependendo da necessidade.
Paralelamente ao lançamento, a Anthropic anunciou um programa de financiamento para até 50 projetos de pesquisa que integrem inteligência artificial, priorizando estudos em biologia e ciências biomédicas. As inscrições estão abertas até 15 de julho de 2026, com os projetos selecionados sendo divulgados até o final do mesmo mês, e o desenvolvimento das pesquisas previsto para ocorrer entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026. A iniciativa promete impulsionar a inovação científica e pode representar uma nova fronteira para pesquisadores, inclusive aqueles em Rondônia que buscam avançar em suas áreas com o suporte da tecnologia de ponta.



