Um estudo recente revela que os brasileiros dedicam, em média, mais de 52 anos de suas vidas à conexão com a internet, um período que corresponde a expressivos 68% da expectativa de vida no país. Este dado posiciona o Brasil na liderança de um ranking global sobre o tempo online, superando nações como México e Coreia do Sul.
A análise, conduzida pela NordVPN e divulgada em abril, abrangeu mais de 20 mil usuários em 20 países, constatando que os 52 anos, 9 meses e 16 dias de vida online dos brasileiros contrastam, por exemplo, com a média japonesa, que é de apenas 19 anos, 6 meses e 29 dias. Segundo o G1 Tecnologia, o Brasil não apenas lidera essa estatística, mas também deixa para trás países desenvolvidos como Lituânia, Austrália e Suécia, além dos já mencionados México e Coreia do Sul.
O levantamento da NordVPN também apontou um crescimento notável no engajamento digital dos brasileiros. Desde 2022, ano da última Copa do Mundo, o tempo médio dedicado à internet pelos cidadãos do Brasil saltou em 11 anos – o maior incremento entre todas as nações pesquisadas. Outros países também viram seus números aumentarem, como o Japão, com um acréscimo de nove anos, e a Suécia, com oito anos a mais de vida online.
Em contrapartida, algumas nações registraram uma diminuição no tempo de conexão. Coreia do Sul, Itália e França tiveram uma redução de cinco anos cada, enquanto a Alemanha viu seu tempo online cair em um ano. A pesquisa ainda detalhou as formas de acesso, revelando que o celular é o dispositivo preferencial dos brasileiros: 91% dos entrevistados utilizam o smartphone para navegar, o percentual mais alto entre os países analisados. O Brasil também se destaca no uso de computadores e notebooks para fins profissionais, com 38% dos participantes indicando essa prática.
Para os rondonienses e demais brasileiros, esses dados sublinham a crescente integração da vida digital ao cotidiano, seja para lazer, trabalho ou comunicação. A predominância do smartphone como ferramenta de acesso reflete uma tendência nacional que molda hábitos e interações, tornando o ambiente online um espaço cada vez mais central na experiência humana no país.



