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Caranguejo cresce meses dentro de garrafa à deriva no mar e é achado vivo

Cientistas japoneses revelaram a história de um caranguejo que cresceu por meses dentro de uma garrafa plástica à deriva no oceano.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Caranguejo cresce meses dentro de garrafa à deriva no mar e é achado vivo
Foto: Reprodução

Um caso extraordinário, que sublinha o impacto da poluição plástica nos oceanos, foi revelado por cientistas japoneses: um caranguejo da espécie *Portunus sanguinolentus*, conhecido como caranguejo-nadador-de-três-manchas, foi encontrado vivo em julho de 2022, na costa da ilha de Okinawa, Japão, após passar cerca de dois meses aprisionado e crescendo dentro de uma garrafa plástica à deriva.

A fêmea do crustáceo, ao ser descoberta, já media 8,8 centímetros de largura na carapaça, um tamanho consideravelmente maior do que a abertura da garrafa, de apenas 2,4 centímetros. A hipótese levantada pelos pesquisadores é que o caranguejo entrou na embalagem ainda em estágio juvenil, desenvolvendo-se progressivamente e alimentando-se de pequenos peixes e algas que, ironicamente, encontravam seu caminho para dentro do recipiente, transformando-o em uma armadilha sem saída.

Conforme reportagem da CNN Brasil, os detalhes dessa notável sobrevivência foram publicados na Revista Ecosphere, em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Kyoto e outras instituições japonesas. Para desvendar a dieta do animal, foi utilizada a técnica de metabarcoding de DNA para analisar o conteúdo estomacal. A estimativa de que a garrafa esteve à deriva por aproximadamente 62 dias foi calculada com base na análise de cracas aderidas à superfície e na temperatura da água, corroborando o tempo de crescimento do próprio caranguejo.

Embora este caranguejo tenha demonstrado uma impressionante capacidade de adaptação e sobrevivência, o episódio serve como um alerta contundente sobre a crescente ameaça dos detritos marinhos aos ecossistemas oceânicos. Os cientistas envolvidos no estudo destacam que animais presos em tais circunstâncias raramente conseguem retornar ao seu habitat natural para se reproduzir, impactando diretamente a perpetuação de suas espécies, mesmo em casos de sobrevivência individual como este.